Sintoma das Tukota: Dores intensas na cabeça, pescoço e omoplatas, não podendo virar a cabeça para qualquer dos lados.Sintoma de Tundantche:Todos os dias, à tarde, sente tremuras em todo o corpo (paludismo).Estes espíritos são também exorcizados pelo tchimbanda, da mesma forma que o Suko, com mesuras e cerimônias semelhantes, pelo que não merece a pena referir mais nada a seu respeito. Depois de exorcizado, o mbuke ou tchimbanda coloca o itumbo (objetos mágicos de matar, defesa, sorte, tratamento ou culto) ao pescoço do paciente.
Para tirar os Tundantche, logo de manhã cedo, o paciente vai junto de um ribeiro, que não tenha crocodilos. Ali, o tchimbanda fá-lo passar por dentro de um arco de corda e depois obriga-o a lançar-se à água e a dar um mergulho, findo o qual sai. O tchimbanda pinta-lhe, então, o corpo, às listas, com pemba e mukundo. Depois de se ter lavado, para tirar toda aquela pintura, sai da água e veste-se.
De regresso à aldeia, espeta na terra, sob a cama, duas estatuetas representando dois circuncisos, aos quais rezará e oferecerá farinha de mandioca, todas as luas-novas.
Para tirar os Tundantche,cantam:
I
Tchimbanda: Tchikai mbongo menda (A mulher e o homem andam)
Coro: Heya heya yelé hé hé
II
Tchimbanda: Koryéé (1) makutu (2)
Coro: Yóóhóóyóóhóó
(1) Koryéé, de Ku-Kórya, friccionar. (Koryéé é gerúndio).
(2) Makutu, sing. Lukutu, pênis
Fonte: Martins, JOÃO VICENTE; Crenças, Adivinhações e Medicina Tradicionais dos Tutchokwe do Nordeste de Angola.
(*) Elizabeth B.Azevedo é graduada em Ciências Econômicas e pós-graduada em Matemática Financeira. Iniciada no candomblé em 1986, filha de Danguesu, neta de Saralandu, bisneta de Kianvulu e atualmente filha do Tumbalê Junçara-BA.
